segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Necklace Layering

A sobreposição de fiozinhos delicados mas diferenciados é um #musthave desta estação. 
O resultado é harmonioso e sofisticado!
Estou perdida de amores pela simplicidade da joalharia irem maisonirem, no entanto podemos encontrar por cá peças igualmente bonitas e mais acessíveis - em 'Cinco store'

A stack of delicate but original necklaces is a #musthave this season.
The result is harmonious and sophisticated!
I'm lost in love by the simplicity of the irem maisonirem jewelry, but around here we can also find beautiful pieces and more affordable - in 'Cinco store'




Make it simple, but significant!

domingo, 4 de outubro de 2015

Fur Extravaganza

A tendência Teddy Bear surgiu o ano passado para ornamentar as linhas minimalistas que predominaram nos últimos anos. Este ano reaparece ainda com mais impacto após a apresentação da coleção haute fourrure da Fendi, criada por Karl Lagerfield. Mas Karl não foi o único! A ativista pelos direitos dos animais Stella McCartney, usou pela primeira vez peças em pele na apresentação da sua colecção FW15. Afinal a antipatia e a resistência à falsa pele, ou pele sintética, tornou-se demasiado fútil e o 'Fur Free Fur' passou a conceito. Nas palavras da estilista "modern fake fur looks so much like real fur, that the moment it leaves the atelier no one can tell it's not the real thing. And I've struggled with that. But I've been speaking to younger women about it recently and they don't even want real fur. So I feel like maybe things have moved on (...)". A pele pode ser usada no fabrico completo da peça, habitualmente casacos, mas os apliques nos bolsos, colarinhos, sapatos e bolsas ganharam destaque este ano. 

Teddy Bear trend emerged last year to dress up the minimalist lines that prevailed in the recent years. It reappeared this year with even more impact after the presentation of the haute fourrure collection of Fendi, by Karl Lagerfield. But Karl was not the only one! The anti-fur activist Stella McCartney put faux fur on her catwalk for the first time this year. After all the antipathy and resistance to fake fur, or synthetic fur, seems futile and the 'Fur Free Fur' became a concept. "Modern fake fur looks so much like real fur, that the moment it leaves the studio no one can tell it's not the real thing. And I've struggled with that. But I've been speaking to younger women about it recently and they don't even want real fur. So I feel like maybe things have moved on (...)", she said. Fur can be used to manufacture the whole piece, such as overcoats, but gorgeous furry ornaments can be found in pockets, stoles, shoes and handbags.









terça-feira, 15 de setembro de 2015

[Exploring Morocco] the Madness of Marrakech

A partir do momento em que atravessamos a porta principal da medina de Marraquexe achei que não sairíamos de lá inteiros. Ao contrário da medina de Fez, aqui o trânsito motorizado é permitido. Sem fazer a mínima ideia para onde ir, paramos na primeira esquina. Rapidamente fomos abordados por um jovem com os braços repletos de cicatrizes - tal como a maioria dos jovens de rua com a mesma idade que habitam na medina - que nos perguntou qual a riad que estávamos à procura. A experiência adquirida na medina de Fez levou-nos logo a dizer que aceitávamos ajuda mas não iríamos pagar pela mesma. E tal como em Fez, o jovem responde "Não quero dinheiro, basta-me um agradecimento de coração". Gira o disco e toca o mesmo! Alertamos o rapaz que já conhecíamos a conversa e, um bocado contrariado, apontou para uma rua estreita à nossa esquerda. A viagem de 500 metros que nos separava da Riad Losra foi tão emocionante que, se filmada, poderia facilmente fazer parte de um filme de James Bond. Muito brevemente, o objetivo era chegar à riad inteiros e, de preferência, sem riscos na moto. Para isto bastava, numa rua com não mais de 3 metros de largura e com dois sentidos, desviarmo-nos das barracas de comércio, das pessoas, das lambretas, dos burros, das galinhas e, finalmente, dos gatos. Sem a ajuda de sinais de trânsito ou sinais de luzes, o único instrumento útil era mesmo a buzina. Achei que o meu coraçãozinho não ia aguentar.  



O dono da Riad Losra estava à porta à nossa espera. Muito atenciosamente, serviu-nos chá de menta com bolinhos tradicionais enquanto preenchíamos a papelada. Mas quando lhe pedimos para guardar a moto na garagem (a expressão "estacionamento privado" constava na reserva) o simpático senhor explicou que o estacionamento não pertencia à riad. Quando chegamos ao suposto estacionamento privado descobrimos que afinal o estacionamento era o que chamaríamos em Portugal de um ferro velho. Encostaram a moto a um canto, enfiaram-lhe um cobertor poeirento em cima e o Sr. Losra deu ao vigia 20 dirhams. Olhou para a minha cara de escandalizada, deu um sorrisinho amarelo mas envergonhado e disse: "This is how we do in Morocco"; eu respondo "Humm. I can see that". Esquecendo este episódio, o Sr. Losra foi um amor durante toda a nossa estadia. 



Passaram-se dois dias em Marraquexe por entre barraquinhas de especiarias, sabonetes, lenços e bugigangas. O calor era intenso e a meio da tarde decidimos descansar num terraço com vista para a praça Djemaa el-Fna, o ex libris da cidade. Aproveitei para escrever alguns postais para amigos e tirar umas fotos. Para quem, naquela tarde, observa o movimento da praça, jamais imagina a transformação que ocorre após o pôr do sol. As barracas, até então vazias, enchem-se de comerciantes e os encantadores de serpentes aparecem. Contam-se histórias e fazem-se jogos. E para quem pensa que a praça é exclusivamente uma atracção turística, desengane-se, pois circulam maioritariamente cidadãos marroquinos.


Na última noite decidimos sair da medina, muralhada na sua totalidade por paredes de dois metros de espessura. Pode-se dizer que a passagem pela porta é uma travessia para o mundo ocidental. Se há poucos minutos atrás tínhamos visto dois meninos sujos a apontar com os pequenos dedinhos para um carrinho, que em Portugal não custaria mais que 1€, exposto numa vitrine de vidro encardida pela poluição. Do lado de lá da muralha passeavam-se jovens pouco mais velhos em frente à vitrine da Armani Jeans. Foi a primeira cidade que nos ofereceu este contraste, que descobrimos ser crescente ao longo de toda a costa marroquina.

Na manhã seguinte, despedimo-nos das panquecas e do sumo de laranja do Sr. Losra e do Sr. Losra e seguimos viagem de retorno a Portugal. Felizmente, pelo ferro velho a mota manteve-se intacta!




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[Exploring Morocco] ATLAS: the people and landscapes

Se houve local que considerei integralmente genuíno em Marrocos foram as aldeias em torno da grande cordilheira do Alto Atlas. Na sua maioria são aldeias de barro, organizadas em Kasbahs - construções típicas de origem berbere, quadradas e com aspecto de forte, que no seu conjunto são chamadas de Ksar. Tive a felicidade de ver, mas não de fotografar, um menino a ajudar o pai a fabricar tijolos de abobe, feitos de argila misturada com água e palha, secos ao sol, que são posteriormente utilizados nestas construções. Habitualmente encontramo-las no sopé da montanha, à beira do rio, agora secos com o calor do verão.




A primeira atracção do percurso pelo Atlas foram as Gargantas do Todra, no vale que detêm o mesmo nome. No entanto, as Gargantas nunca chegaram a ser atracção, pelo menos para mim. Não quando as paisagens que antecederam foram tão arrebatadoras que tornaram aquela passagem estreita entre montanhas de 150 m de altura um tanto insignificante. É o rio Todra, que serpenteia pelas Gargantas, que dá vida ao vale. É ele que alimenta o imenso palmeiral que ali conseguiu crescer naquela terra árida e avermelhada, que camufla os imensos Kasbahs que constituem a cidade de Tinghir.



Mais adiante entramos no oásis fértil do vale do Dadès. Era dia de entrega de gás. À porta de cada casa encontravam-se duas ou três botijas de gás e uma criança entusiasmada, à espera de dar o sinal de alarme assim que avistasse o camião do gás. O camião vinha ao estilo marroquino, atulhado de garrafas cheias de gás, prontas para rebolar ao virar de uma curva mais apertada. Mais abaixo, junto ao rio, mães e filhas ceifavam o trigo para dentro de cestas de vime que seriam posteriormente carregadas pelo burro pela encosta acima. Já uma senhora com os seus 70 anos, com a cara queimada pelo sol e as costas vergadas até à cintura, trazia ela própria o cesto de vime. A julgar pelas costas, carregou aquele cesto a vida toda.




Mais a sul, já a caminho de Marraquexe, avistamos o Ksar mais famoso de Marrocos, hoje em dia habitado por apenas 12 famílias. Paramos a moto pouco acima de Ait-Ben-Haddou, junto a um dromedário que ali descansava. Ficamos a contemplar a aldeia, assim como a paisagem vermelho-ocre que a enquadrava, durante tempo indeterminado. Agora penso, não admira que tenha sido escolhida para rodar filmes como o Gladiador e Babel. Hoje é considerada Património Mundial da UNESCO.




domingo, 13 de setembro de 2015

[Exploring Morocco] golden Sahara

A viagem para o deserto foi exaustiva. Debaixo de um calor intenso, a desidratação era um desfecho demasiado previsível.  Sob vento, calor e paisagens desérticas, demorarmos 10 h para chegar a Merzouga. Lá para o meio da viagem surgiram as primeiras montanhas do grande Atlas e, até ao pôr do sol, as paisagens foram tão arrebatadoras que nos permitiram recarregar baterias. Lá chegados, noite escura, deparamo-nos com 8 km de estrada de terra e areia que nos separava do albergue do Sud, situado em plenas dunas do Sahara. Não tenho ideia de quanto tempo demoramos a fazer aquele caminho mas parecia não ter mais fim. Felizmente, assim que chegamos, aqueceram-nos o jantar e de seguida fomos dormir.



Acordamos no paraíso! Já tínhamos esquecido a turbulenta viagem do dia anterior e aproveitamos para dar uns mergulhos na piscina, de onde podíamos apreciar a magnifica paisagem do Sahara.




Uma hora antes do pôr do sol, com 3 litros de água cada um e preparados para acampar em pleno deserto, subimos no dromedário e seguimos em direcção ao acampamento na companhia de um simpático berbere local. Ao pôr do sol, demos descanso aos dromedários e sentamo-nos nas dunas de Erg-Chebbi para contemplar o momento. À chegada ao acampamento, ofereceram-nos o habitual e irrecusável chá de menta e aproveitamos para conversar um pouco e dar uns toques nos bongos marroquinos assim como algumas tentativas falhadas de tocar qraqeb (castanholas de metal). Nessa noite deitamo-nos com a promessa de que acordaríamos às 6 h para subir os 100 metros da grande duna de Erg-Chebbi antes que o sol brilhasse por de trás das montanhas que separam Marrocos da Argélia. 






Embora as minhas pernas não tenham permitido a chegada ao cume, os 70 ou 80 metros de altura foram suficientes para desfrutar um magnifico nascer do sol que dourou todo o Sahara até onde os meus olhos puderam alcançar. Um momento único que valeu cada ossinho que insistiu em doer após a viagem de volta de dromedário até ao albergue.